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VPP Entrevista: Ana Paula Lobato, do Mom is Cool

Ana Paula Lobato, mãe do Mateus e da Luisa, publicitária e cofundadora do Mom is Cool – plataforma de micro-cursos para mães – bateu um papo conosco no Vida Pós Parto na CDL FM.

Letícia: Ana, eu tive o prazer de apoiar o Mom is Cool logo que você lançou a plataforma e eu gostaria que você contasse um pouco do projeto e como ele surgiu.

Ana Paula: O Mom is Cool é uma plataforma de microcursos gratuitos para mães. Na verdade, para todas as pessoas que se interessam pelo universo da maternidade. Ele surgiu de um desejo meu de compartilhar minhas experiências e sentimentos em relação à maternidade com outras mães. Um sentimento de apoio, acolhimento, troca, inclusão.

Letícia: Inclusive foi através deste desejo de apoiar as mães que participe do projeto com o microcurso “Como resgatar a autoestima na maternidade”. Amei colaborar e espero ter contribuído. Conta pra gente quais os temas abordados hoje no Mom is Cool.

Ana Paula: O universo da maternidade é infinito, né? A gente fala desde como recuperar a autoestima da mulher após o parto (que é o microcurso do Vida Pós Parto), passando por ferramentas de uma comunicação mais empática com nossos filhos até um sentimento de uma mãe que procura um diagnóstico para um filho, porque ele é diferente da maioria das crianças. Gostaria de ressaltar que não existe certo e errado. São conteúdos para inspirar, somar, ajudar nas escolhas que cada cuidador terá que fazer nesse caminhar desafiador.

Letícia: Por que os microcursos são oferecidos em pílulas por email? Explica pra gente como funciona.

Ana Paula: O formato foi baseado em uma pesquisa, que nos disse que as pessoas não têm tempo, elas têm microtempos. É como se seu dia fosse fracionado e em cada pedacinho você atuasse com uma ação. No caso das mães, o tempo parece ser mais curto ainda e não queríamos que esse fator (o de não ter tempo) fosse o impedidor do acesso aos conteúdos. São textos valiosos, mas breves, e que você pode ler na hora que puder e quiser, em algum microtempo do seu dia.

Letícia: Quais os planos para o futuro com o Mom is Cool? Como parceiros podem apoiar e patrocinar esta ideia?

Ana Paula: Nossa, vários! Há muito a ser dito e em vários formatos. Penso que ano que vem já teremos material e uma rede para iniciar conversas presenciais sobre os temas. Um livro também é algo que nos ronda o pensamento. As marcas que se identificarem com a proposta do projeto podem estar conosco apoiando algum microcurso, que converse com aquele conteúdo. São associações de conceitos, entende? Um microcurso que trata da importância do brincar precisa de alguma empresa que valorize e tenha algum link com isso. Estamos na fase de mapeamento dessas interseções.

Crie vínculos fortes com seus filhos

Crianças que têm vínculos fortes com os pais aprendem com mais facilidade e se relacionam melhor com outras pessoas. E a Ciência comprova isso. Pesquisadores finlandeses acompanharam 700 famílias durante sete anos – do nascimento dos filhos até a fase escolar. Aquelas em que os pais tinham um relacionamento mais saudável com os pequenos, as crianças aprendiam mais rápido e sabiam lidar melhor com as emoções.

Se a criação de vínculos é positiva para a criançada, nós, mamães, só temos a ganhar também. São nesses momentos de cumplicidade que conhecemos mais nossos filhotes, seus gostos, desejos e o que pensam sobre o mundo que os cercam. A gente se surpreende, orgulha e, muitas vezes, nos sentimos super desafiadas também. Uma oportunidade incrível de crescimento. Quantas você já precisou ser criativa para responder um questionamento do seu pequeno?

Não existe uma receita para se aproximar dos pequenos. Varia de acordo com os interesses do seu filhote. O principal segredo é se interessar em estar perto deles, e curtir os momentos gostosos juntos. Eu, por exemplo, adoro fazer passeios diferentes. Brincar ao ar livre em parques e praças, levar ao museu e fazer piqueniques.

Outra atividade super prazerosa e enriquecedora é estimulá-lo a ler. Crie um clima, interprete os personagens, enfim abuse da criatividade para despertar a imaginação da criançada.

Criar o “dia do hoje pode” também é super gostoso. Depois de uma semana de aulas, tarefas extra-classe, regras e horários, nada mais gostoso para a garotada do que comer aquela guloseima que eles tanto amam.

Seja amorosa. Sempre! Demonstrar afeto é uma das maneiras mais naturais e bonitas de manter uma relação próxima. Não se reprima quando der vontade de encher seu filhote de beijos e abraços.

Enfim, existem várias outras oportunidades, como cozinhar junto, criar um acampamento na sala, ver fotos de família. E são esses momentos, simples, mas muito profundos, que vão fazer com que a criança crie, futuramente, só lembranças boas de você.

O tempo que as crianças passam na frente das telas

Recentemente recebi um e-mail do colégio da Júlia que trazia como assunto o tempo que as crianças passam na frente da TV, computador, celular ou videogame. E mais: quais as consequências da exposição excessiva para o cérebro dos nosso pequenos.

Uma coisa é verdade. É praticamente impossível as crianças ficarem imunes à telas e aos monitores. E isso nem sempre é algo negativo: aplicativos, vídeos, programas de TV e games são excelentes para aprimorar a comunicação, construir bagagem intelectual e até no desenvolvimento cognitivo. Sem contar que enquanto elas ficam entretidas com esses recursos, acaba sobrando um tempinho livre para cuidarmos de nós mesmas.

O problema é quando as horas gastas em frente às telas colocam em segundo plano atividades importantes como a leitura, o para-casa, a interação com a família e os amigos e até mesmo o desenvolvimento psicossocial.

Segundo o Dr. Aric Sigman, a exposição excessiva a tablets e smartphones pode causar danos permanentes em cérebros ainda em formação. Para que o cérebro se desenvolva corretamente, a criança precisa receber estímulos do ambiente exterior. Quando ela passa muito tempo em frente a uma tela, ele se atrofia. O resultado é pra lá de negativo: a criança deixa de desenvolver habilidades cruciais para a sua vida como foco, concentração, atenção, comunicação e até as funções cognitivas.

A cada toque na tela são emitidos cores, formas e sons. O cérebro da criança processa isso e produz dopamina-componente, substância associada aos sentimentos de prazer. A exposição contínua é extremamente viciante, seguindo o mesmo padrão dos dependentes em álcool e drogas.

Apesar disso, nada de demonizar a tecnologia. Essas telas também tem seus pontos positivos. Games e aplicativos ajudam na coordenação motora, distraem e até aprimoram as habilidades linguísticas. Só que o seu consumo deve ser moderado. E nós, mamães e papais, somos fundamentais nesse processo.

Eu, por exemplo, procuro proporcionar à Júlia diversos momentos de lazer ao livre. Adoro levá-la a parques, praças, sítios e me divirto junto, ensinando várias brincadeiras da minha infância, infelizmente tão esquecidas hoje em dia.

Ela também tem um tempo para se dedicar apenas às tarefas escolares e outras atividades extra-classe, como o balé. Sem contar nos brinquedos, tintas, lápis de cor e desenhos, super úteis para estimular a criatividade.

Os especialistas também recomendam assistir os programas preferidos dos nossos filhotes junto com eles, aproveitando para conversar sobre o conteúdo que é visto. Além, é claro, de monitorar tudo o que a criançada anda vendo ou acessando.
Outra coisinha super importante é utilizar o horário das refeições como um momento de diálogo e conversa, sem dividir a atenção com o celular.

E, vocês, mamães, como dividem o tempo da garotada entre a tecnologia e outras atividades?

Aprenda a elogiar a criançada do jeito certo

Você já parou pra pensar que o jeito que elogiamos nossos filhos pode influenciar a formação deles enquanto pessoas?

Recebi da escolinha da Júlia um texto que abordava esse assunto e resolvi compartilhar algumas reflexões com vocês, mamães.

Primeiro de tudo, é preciso falar sobre um estudo comportamental realizado com crianças pequenas. Alguns psicólogos propuseram à elas uma atividade de média dificuldade. Todas as crianças conseguiram terminar a tarefa. Depois, elas foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência e à capacidade. Já as crianças do grupo B foram reconhecidas pelo seu esforço e trabalho realizado, mas nunca em relação a si mesmas.

Em seguida, a criançada teve que cumprir uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira. Só que elas podiam escolher se queriam ou não fazê-la, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas foram surpreendentes. A maioria das crianças do grupo A simplesmente não quiseram nem tentar fazer a segunda atividade. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram desempenhá-la.

O resultado nos ajuda a pensar sobre o jeito que estamos elogiando nossos filhos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.

As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso poderia modificar a imagem que os adultos têm delas. Em contrapartida, as esforçadas não ficam com medo de tentar, pois é o esforço que será valorizado.

Só que o conteúdo escolar não é tudo. Muito mais que isso, nossos filhos precisam aprender valores e princípios. Precisam respeitar as diferenças, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. E isso não se consegue com elogios que ressaltam apenas o ego de cada um.

A criançada precisa ser incentivada a agir de forma positiva, com elogios que reforcem o seu bom comportamento como algo correto. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você tem um bom coração”, “Parabéns por ter dito a verdade apesar de estar com medo… Isso era o correto.”

Crianças com sobrecarga de elogios gratuitos e vazios, quando adultos, tendem a demonstrar menos resistência à frustração, e até mesmo certa fragilidade emocional.

Lembre-se que nosso papel, enquanto mamães e papais, é criar ser humanos fortes para enfrentar a vida, e de bom coração para contribuir para um mundo melhor.

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