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O tempo que as crianças passam na frente das telas

setembro 27, 2017

Recentemente recebi um e-mail do colégio da Júlia que trazia como assunto o tempo que as crianças passam na frente da TV, computador, celular ou videogame. E mais: quais as consequências da exposição excessiva para o cérebro dos nosso pequenos.

Uma coisa é verdade. É praticamente impossível as crianças ficarem imunes à telas e aos monitores. E isso nem sempre é algo negativo: aplicativos, vídeos, programas de TV e games são excelentes para aprimorar a comunicação, construir bagagem intelectual e até no desenvolvimento cognitivo. Sem contar que enquanto elas ficam entretidas com esses recursos, acaba sobrando um tempinho livre para cuidarmos de nós mesmas.

O problema é quando as horas gastas em frente às telas colocam em segundo plano atividades importantes como a leitura, o para-casa, a interação com a família e os amigos e até mesmo o desenvolvimento psicossocial.

Segundo o Dr. Aric Sigman, a exposição excessiva a tablets e smartphones pode causar danos permanentes em cérebros ainda em formação. Para que o cérebro se desenvolva corretamente, a criança precisa receber estímulos do ambiente exterior. Quando ela passa muito tempo em frente a uma tela, ele se atrofia. O resultado é pra lá de negativo: a criança deixa de desenvolver habilidades cruciais para a sua vida como foco, concentração, atenção, comunicação e até as funções cognitivas.

A cada toque na tela são emitidos cores, formas e sons. O cérebro da criança processa isso e produz dopamina-componente, substância associada aos sentimentos de prazer. A exposição contínua é extremamente viciante, seguindo o mesmo padrão dos dependentes em álcool e drogas.

Apesar disso, nada de demonizar a tecnologia. Essas telas também tem seus pontos positivos. Games e aplicativos ajudam na coordenação motora, distraem e até aprimoram as habilidades linguísticas. Só que o seu consumo deve ser moderado. E nós, mamães e papais, somos fundamentais nesse processo.

Eu, por exemplo, procuro proporcionar à Júlia diversos momentos de lazer ao livre. Adoro levá-la a parques, praças, sítios e me divirto junto, ensinando várias brincadeiras da minha infância, infelizmente tão esquecidas hoje em dia.

Ela também tem um tempo para se dedicar apenas às tarefas escolares e outras atividades extra-classe, como o balé. Sem contar nos brinquedos, tintas, lápis de cor e desenhos, super úteis para estimular a criatividade.

Os especialistas também recomendam assistir os programas preferidos dos nossos filhotes junto com eles, aproveitando para conversar sobre o conteúdo que é visto. Além, é claro, de monitorar tudo o que a criançada anda vendo ou acessando.
Outra coisinha super importante é utilizar o horário das refeições como um momento de diálogo e conversa, sem dividir a atenção com o celular.

E, vocês, mamães, como dividem o tempo da garotada entre a tecnologia e outras atividades?

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