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Sobre o tempo que passamos com nossos filhos

setembro 13, 2017

Que mamãe nunca ficou na dúvida sobre o que mais vale a pena quando o assunto é o tempo dedicado às crianças: mais horas juntos, mesmo sem se dedicar integralmente, ou um tempo menor, mas totalmente exclusivo aos pequenos?

Confesso que, por vezes, fiquei nesse dilema. E, sim, me culpei muito por trabalhar e deixar a Júlia com a babá, sobretudo, no início da maternidade.

Depois de ler muitos especialistas sobre o assunto – e também graças à experiência de quase 5 anos de mãe – talvez tenha descoberto o que funciona melhor para mim.

Não existe um mundo ideal, sem trabalho, obrigações e outras formas de relacionamento que permeiam a nossa vida: como o casamento, a família, os amigos. Felizmente! Afinal de contas, imagina que sufocante seria para a criança – e também para nós mesmas – se a dedicação fosse integral? Cada um tem a sua individualidade.

Estar sempre com nossos filhos não é o melhor para eles. Exceto, é claro, quando recém-nascidos. E mesmo assim, você ainda precisou da ajuda de outras pessoas nessa fase, certo?

Cabe a nós, mamães e papais, introduzir os pequenos dentro da realidade em que vivemos. Quanto tempo eu disponho realmente para estar com minha filhota entre tantos compromissos e obrigações? Quanto tempo eu desejo, de fato, estar com ela? Essas respostas são individuais e devem ser dadas da forma mais honesta possível. Sem culpa e sem drama. Afinal de contas, o tempo que passamos com nossos filhos não deve ser mera formalidade e nem obrigação.

Seja qual for a escolha que a gente fizer, sempre se perde algo: seja da carreira, do acompanhamento dos filhos, da vida familiar. Não existem regras. Somente escolhas. É, claro, que o planejamento ajuda a dar uma minimizada.

Para as mamães que decidiram se aventurar no empreendedorismo, eu já compartilhei algumas dicas de como equilibrar o trabalho e a vida pessoal, sem deixar que seu negócio tome todo o seu tempo disponível.

Sobre o tempo que dedico ao papel de mãe, busco que seja de qualidade. Não estou o tempo todo com a Júlia, é verdade. Entretanto, quando estamos juntas, procuro aproveitar o máximo possível, com atividades prazerosas e que enriqueçam ainda mais o nosso relacionamento. E mais: sem dividir a atenção com celular e outras coisas.

Lembre-se: estar disponível não é estar presente o tempo inteiro. É a criança ter a segurança de que quando precisar, estaremos de braços abertos para ajudá-la.

O presente é estar presente de verdade, por inteiro, mesmo que por um momento não tão grande quanto gostaríamos.

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