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Sobre restrição, compulsão e culpa

julho 20, 2017

Letícia Melo – eu mesma – decido cortar por um mês todo tipo de doce da minha alimentação, inclusive o chocolate, uma das coisas que mais amo na vida.

Depois de um mês livre do chocolate e feliz por ter cumprido o desafio, compro uma barra da minha marca preferida. Só que ao invés de comer apenas um pedacinho, como dois, três, quatro…Até devorar a barra inteirinha. É o fim de tudo!

Logo depois vem um sentimento gigantesco de culpa: “Por que fiz isso?” ou “Agora é tratamento de choque: serão dois meses, 60 dias ininterruptos sem chocolate”. E o ciclo recomeça: restrição, compulsão e culpa.

Se você se viu nessa situação e vive nesse ciclo há muito tempo, talvez seja hora de mudar o seu comportamento em relação à comida. O que vai te engordar não é um pedacinho de chocolate ou daquele doce da sua avó que você tanto ama, mas sim o contexto da sua alimentação.

Se você vive 80% do tempo na linha, com uma alimentação baseada em comida de verdade, não há motivo para se privar daquele prato ou guloseima que você tanto curte apreciar. Já parou pra pensar que talvez seja o chocolate ou uma tacinha de vinho um dos poucos prazeres que te mantém firme no processo de mudança de hábitos?

Pare de se privar. Tudo que é proibido é mais gostoso. Se beterraba fosse considerado algo ruim, garanto que ia ter gente consumindo aos montes. Nossa mente funciona assim. E não existem alimentos proibidos quando a gente degusta com prazer e consciência.

Inclua no seu dia-a-dia aquilo que você gosta em pequenas porções. Garanto que você vai ser muito mais feliz assim. E melhor: nunca mais vai se sentir culpada por comer um chocolate.

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