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Uma mãe, uma história

outubro 18, 2015

Ser mãe realmente é a melhor experiência do mundo e ao mesmo tempo enlouquecedor. A gente se depara com uma série de transformações e saber lidar com cada uma delas nem sempre é muito fácil. Minha auto estima não estava das melhores na gravidez e no pós parto ficou pior ainda. Tem gente que se sente maravilhosa com “aquele” barrigão, mas eu sinceramente não me encaixo nesse perfil.

Sofri um aborto espontâneo (2 meses) na primeira gestação e depois disso fiquei um período com síndrome do pânico. Sete meses depois, tornei a engravidar e parei de utilizar os medicamentos. Foi complicado no início, mas no período da gestação o meu quadro ficou estável. Senti muito enjôo nos dois primeiros meses, depois azia, desconforto e muito cansaço. Na época, eu estava bem magrinha e engordei 16 quilos. Comia muito e de tudo. Não me preocupava com alimentação saudável, tampouco dieta. Pulei de 52 kg para 68kg. Tenho 1.66 de altura.

Minha gravidez foi relativamente tranqüila.  Continuei trabalhando num ritmo menos intenso, fazia fisioterapia para gestantes, ioga e participava de festas e encontros. O contratempo veio mais tarde com a notícia de placenta prévia e alguns sangramentos ocorridos, por isso entrei de licença médica dois meses antes do nascimento.

Lembro que curtia conversar com meu bebê, ouvir o coraçãozinho e imaginar como seria seu rostinho. Comprar roupinhas, arrumar o quarto para sua chegada era muito prazeroso. Mesmo com o lado positivo da gravidez, não sinto nenhuma saudade dessa fase da minha vida. Pularia numa boa esse momento, a fase inicial recém nascido e iria logo para 1 ano 1 meio, por aí. (rsssss)

Nesse panorama, eu não tive escolha: cesárea. Também se eu tivesse escolha, provavelmente seria cesárea. Sou medrosa assumida e com a dor e o sofrimento que passei no aborto espontâneo, não conseguiria sentir aquelas dores absurdas e contrações horrorosas de novo. Novamente, tive um contratempo. Em um momento da cirurgia, meu útero não estava contraindo como deveria e a maneira correta de resolver isso seria injetando uma substância para induzi-lo ao movimento. Mas, o anestesista simplesmente evaporou! Minha médica precisou tirar o útero para fora e massageá-lo. Enfim, quase desmaiei, minha visão escureceu, pressão baixou e fiquei muito mal. Graças a Deus, passou e deu tudo certo. Fui para quarto, me recuperei bem e a Izabela nasceu forte, saudável e esperta.

Como toda mãe de primeira viagem, fui para casa e enfrentei todas aquelas dificuldades: Amamentação, cólicas, choros, febre. Essa fase que eu considero de enlouquecedora: pós parto. Hormônios “borbulhando”, emoções novas, tristeza e alegria se misturando, depressão, medo, angústia. Era choro todo dia. De dia e de noite. Na cama, no banheiro e na cozinha. Choro de todos os lados. Meu e da Izabela. Eu chorava de lá e ela de cá. Uma sensação de tristeza profunda. Como pode ser isso? Uma vida nova, um ser que veio para alegrar e eu com todo esse sentimento. Era a chamada depressão pós parto, que veio e me deixou sem chão. Já não tinha mais mãe para me ajudar e a sensação era que eu era um bebezinho que precisava mais de colo e de proteção do que a minha Izabela. Minha anjinha, que veio para iluminar a minha vida.

Como eu estava amamentando e não dei certo com o primeiro remédio indicado, resolvi enfrentar sem medicamentos a depressão. E vivi um quadro conturbado no primeiro ano. O excesso de leite fez com que o meu peito empedrasse e, por isso, precisei fazer pulsão para resolver o problema. Senti muitas dores e fiquei um mês com febre e calafrios por causa disso.

Agora, me faça uma pergunta: “Valeu à pena? Você passaria por isso de novo para ter a Izabela?” Com certeza. Para mim, foi difícil e sofrido, mas o amor gigantesco que a gente sente supera qualquer dor. É uma experiência incrível esse amor que surge de repente e só aumenta e aumenta mais e não cabe dentro de nós.

Cada pessoa vê, sente e encara a gestação de uma forma. Umas com mais dificuldades, outras com leveza. Vivendo e aprendendo! Aprendendo e evoluindo! Para cada dia sermos um ser humano melhor e ensinarmos aos nossos filhos a viverem bem e feliz!

Por Paty Albuquerque
Ig @patyduran18

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