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Eu empresária – A subida pode ser árdua

setembro 22, 2015

Não sei se você já ouviu essa história, mas eu resolvi empreender quando saí de licença-maternidade do meu segundo filho. Avisei a empresa de que após as férias, não voltaria mais e tinha certeza de que em menos de um ano, daria tudo certo. Afinal, quem seria louco o suficiente para não querer transformar tão maravilhosamente sua vida ou empresa por meio de um processo de Coaching comigo? “Uau! Coaching é tu-do! Todo mundo merece passar por essa experiência, todo mundo vai querer” pensava a minha doce e ingênua cabecinha. É, não foi beeeeem assim como eu imaginava…

No começo, ter 3 coaches ao mesmo tempo era um luxo! Vender minha primeira turma de Coaching em Grupo para Mulheres foi um parto. E eu surtei…

Chegamos, então, a mais uma nem tão gostosa verdade sobre a vida de empresária:

O retorno pode não aparecer na velocidade que você esperava.

Quem já está nessa jornada, sabe: Você ama o que faz, trabalha bastante e com prazer, preza pela excelência, busca qualidade, tem produtos e/ou serviços criativos, úteis, maravilhosos, mas parece que o povo demora um pouquinho pra perceber isso, não é mesmo? Até percebe, mas não paga. Aaaaah, meu Deeeeus, que desespero!

Quando você planejou seu negócio, se cumpriu todas as etapas de um plano de negócio tradicional, elaborou os cenários e fez seu planejamento de fluxo de caixa, mas pensava que não havia possibilidade do cenário pessimista acontecer…podia jurar, já que seu produto/serviço é tão legal, que muito provavelmente o cenário ideal bateria à sua porta. Estou mentindo?

Nós nos apaixonamos pelo nosso business, assim como nos apaixonamos pelos nossos filhos; cá entre nós, mãe sempre acha o seu filho mais bonito que o dos outros… muito provavelmente você ficou “babando” pela sua ideia como uma mãe coruja, e gerou uma grande expectativa sobre seus resultados.

Aí acontece que os outros não “babam” assim também, e as vendas nos primeiros meses não são lá essas coisas, e você se frustra. Pensa em desistir, se culpa, acha que não presta, que não sabe nada, que cometeu um engano, que todos os outros conseguem e você não.

Agora deixa eu te falar: como Coach, alguns colegas de profissão diriam para eu exigir mais de você, dizer que você é a única responsável por sua vida e seus resultados, e não dar sopinha de minhoca. Até é verdade, viu..mas não é a única. Deixa eu ser bem sincera com você?

Eu demorei para perceber e aprender a fazer isso comigo, mas espero que você não demore tanto… seja doce consigo mesma. Não é ser preguiçosa, mole, folgada, hein?! É DO-CE! Entenda que você está dando o seu melhor, que cada passo que você dá, por menor que pareça, te leva mais pra perto do seu objetivo, e que normalmente, o crescimento de um negócio é gradual, lento, não-linear, e aprenda a lidar com isso. Respeite a si mesma, tenha paciência, dedique-se e o resultado virá. Vista os óculos do “realismo” e aprenda a olhar os problemas de frente. Use sua criatividade para mudar quando preciso, desista de uma ideia se ela não funcionar, mas ache uma melhor para testar. Empreendedorismo tem a ver com resiliência, crença em si mesma, perseverança, força, amor… Se você estudar a história de grandes empreendedores que estão no mercado, verá que o início também não foi fácil, que muitas vezes caíram, perderam dinheiro, faliram, mas estavam dispostos a levantar porque acreditavam no sonho e fizeram acontecer. Então inspire-se neles(as) e faça acontecer, ciente de que a escada para subir pode ser mais árdua do que você imaginava, mas isso faz parte do caminho para o sucesso.

Boa subida!

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